MAL DIZERES


Facções criminosas vs Governo.

Se eu conhecesse melhor a história faria uma analogia. O surgimento do PCB (Partido Comunista Brasileiro) que curiosamente só tem uma letra antecedente a PCC, e a crise de “hoje”.

Em meio à ditadura militar, os comunistas (comedores de crianças e matadores de policias) colocam fogo em ônibus pela cidade iniciando uma retaliação aos princípios morais da nossa sociedade.

PCC, um novo partido. Uma forma de luta. É a própria revolução.

Não entendo como os anarquistas não então entrincheirados na mesma luta contra o estado, afinal de narco-terrorista para anarco-terrorista é só um a.

O melhor de tudo. É igualmente ano de copa do mundo.

A seleção canarinho fazendo a felicidade do povo.

E nossos novos guerrilheiros, querendo o direto de prestigiar com televisores de plasma as conquistas de nossa seleção.

 

 



Escrito por FELIPE NEVES às 18h09
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O problema é seu, O problema é seu

O problema é seu,O problema é seu

Seus medos, suas frustrações, sua virgindade, suas opções, aprende a lidar com o que você sente, não desconte em mim o que você não entende.

O problema é seu, O problema é seu

O problema é seu, O problema é seu

Letra que eu escrevi para minha banda de rock sujo, CONFLITO

Link para escutar a música

http://conflito.democlub.com/

 



Escrito por FELIPE NEVES às 10h35
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Morte Subita

Sequência 1 – Interno - Quarto  Matheus - Noite.

Matheus deita na cama com os pés para cima da cabeçeira,

Cabeça jogada para traz e falando ao telefone com Lígia, que

Escutamos em voz off.

Matheus: Olá.

Ligia: Oi. O que aconteceu?

Matheus: O telefone desligou.

Ligia: O que você esta fazendo?

Matheus: Deitado na cama falando com uma menina linda.

Ligia: Bobo.

Matheus: Hum...

Ligia: O que foi?

Matheus: Te quero.

Ligia: Para.

Matheus: Quero você inteira, quero te pegar no colo, te abraçar, beijar sua orelha, seu pescoço...

Ligia: Para.

Matheus: Seus ombros, sua costa.

Ligia: Você vai me deixar loca.

Matheus: Pegar com força suas coxas.

Ligia: Vem aqui.

Matheus: Tô indo.

Ligia: Não, para.

Matheus: Está vendo.

Ligia: Gosto de você.

Matheus: Minha avó também gosta do Papa, e nunca nesta vida vai a Roma para vê-lo.

Ligia: Para.

Matheus: Está história é um Amor Platônico, mas de uma forma deturpada, porque é correspondido, quer dizer, parece...

Ligia: HaHa bobo, você não acredita que eu gosto de você?

Matheus: Não, na verdade é uma daquelas histórias medievias que as pessoas passam uma vida inteira se relacionando por correspondência.

Ligia: Gosto das coisas que você escreve.

Matheus: Pronto então vou desligar e te escrever uma carta tá.

Ligia: Não. Fala comigo.

Matheus: Você é linda.

Ligia: Hum...

Matheus: Você é a mulher mais linda que eu já conheci.

Ligia: Você fala isto agora, e daqui a duas semanas?

Matheus: Aproveita então estas duas semanas.

Ligia: Você anda falanda muito isto ultimamente.

Matheus: É só uma jogado.

Ligia: Jogador.

Matheus: Tudo pode ser um jogo.

Ligia: Me ensina a jogar?

Matheus: Você já está jogando, e muito bem por sinal, no xadrez diria que começou com uma abertura melhor que a minha.

Ligia: Não sei jogar xadrez, me encina?

Matheus: Você promete que se aprender nunca vai ganhar de mim.

Ligia: Só uma vez?

Matheus: Tudo bem.

Ligia: Mas nesse jogo, só eu saio perdendo.

Matheus: Tudo bem então "Dona Flor e seus dois Maridos"

Ligia: Não é isto, não quero ficar com os dois, só que de qualquer forma acabo por magoar alguem e ainda ficarei magoada.

Matheus: Te ver triste me magoaria. Quero você.

Ligia: Também.

Matheus: É só vim buscar.

Ligia: Maluco, louco.

Matheus: Não sou louco, estou louco, e você que está me deixando.

Ligia: Você é louco.

Matheus: Sou louco mesmo, sou apaixonado pela vida, pelo jogo, pela bebida, pelas pessoas.

Ligia: Você me assusta.

Matheus: Porque eu amo viver?

Ligia: Ele chegou, beijos, fica bem, quando eu voltar da Praia domingo, eu te ligo.

Matheus: Tchau.

 

Matheus aponta com o dedo indicador sobre a orelha e o dedão levantado imitando uma arma atirando. Depois se joga na cama fingindo de morto.



Escrito por FELIPE NEVES às 12h47
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Viciado em coca-cola

Todo dia quando acordo, desço até a padaria e peço uma coca-cola e um chapeado.
As vezes peço um café e misturo fim do café com um pouco de coca.
Sempre penso em tomar um suco de laranja como complemento alimentar, imaginando que funcine igual a gasolina azul aditivada ou óleo grosso para o motor, que aquele suco vai repor as vitaminas C que perco fumando, mas não. A coca-cola é muito mais eficaz, desce como um desentupidor de pia, pela garganta dando a impressão de limpesa e mais dispocisão.
Nos dias de ressaca nem titubeio, peço uma coca-cola e bebo no gargalo da garrafa antes mesmo do balconista trazer o copo.
Nem gosto tanto de coca-cola, mas não sei porque não passo um dia sem toma-la.
Talvez se aquele café de maquina da padaria não fosse tão ruim as coisas seriam diferente.



Escrito por FELIPE NEVES às 17h20
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novidade

Não sei, deve ser a novidade. Estou nervoso, ansioso, agitado.
Percebo minha vida entre a desorganização dos meus dias. Tento ler, mas as frases não me fazem sentido, é como ler as palavras em ordem alfabéticas e de um dicionário. A bagunça é parte integrante do meu quarto.
A campainha toca, e a mínima chance de vê-la muda meu ânimo, peço para que alguém atenda, corro para o banho que a dois dias me espera.
Entro no quarto arrumo a cama. No chão vejo uma caixa de papelão vazia, jogo minha escrivaninha dentro dela, contas atrasadas, revistas velhas, inéditas para mim, cartões de visita, propagandas gratuitas.
Dobro duas peças de roupa, acho um moletom amassado, espirro perfume sobre ele, saio do quarto do corredor para a sala, com a felicidade indisfarsável, estampada no rosto em forma de um sorriso.
Quem era? Algém de passagem que nem mais ali se encontrava.
Um cigarro, companhia ideal para um desolado.
Do corredor para o quarto, caio na cama e começo a escrever.



Escrito por FELIPE NEVES às 13h50
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Depois de muita briga percebi.

Depois de muita briga percebi. E foi horrível!
Quando percebi, não estava sendo sincero comigo mesmo.
Tudo não passava de um capricho, que na verdade, minha vontade não era aquela.
Eu estava sendo superficial, não tinha refletido o suficiente, se é que tinha. Nesta hora parei pensei e vi que tinha que me levantar, e mover, não ficar no mesmo lugar, porque só assim poderia mostrar que não concordava com meu comportamento que estava errado.
Então levantei olhei em seus olhos e lhe espanquei a cara.
Alguns segundos de silêncio.
Acendi um cigarro e sai, batendo a porta atrás de mim.



Escrito por FELIPE NEVES às 13h32
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Precisamos sonhar

Precisamos sonhar, mas me parece tão bobo sonhar, sonhar acordado de olhos abertos.
Hoje peguei me pensando em uma garota que nem me lembro do rosto, o cheiro, o jeito, praticamente inexistente para mim, mas estava com os pensamentos nela. Como seria beija-la, tê-la, trepa-la, passar domingo a tarde ao seu lado e no início da noite a trataria mal, por não deixar-me ir embora. Bosta! Só lembro que seu cabelo era preto ou pode ser castanho escuro, não sei, o que sei é que, precisamos sonhar.
Precisamos nos apaixonar. Estou precisando me apaixonar e trepar, com todo tesão da primeira vez com a pessoa desejada, não do jeito caprichoso de domingo a tarde entre o almoço, o filme o café e o livro.
É, realmente precisamos sonhar.
Estava fazendo um roteiro de viagem de São Paulo a Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santos, Sul de Minas Gerais e uma parada em Porto Seguro onde iria conhecer aquela garota de férias em algum tipo de excursão, que me levaria escondido para passar a noite em seu quarto de hotel. Isto em dezembro, se e ainda estiver trabalhando.
Que grande fardo é trabalhar, ainda mais agora que tenho que bater o ponto. Pelo menos sonhando eu espero passar.




Escrito por FELIPE NEVES às 13h24
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Histórico
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26/02/2006 a 04/03/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006




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